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Capitalismo Livre
Written by Administrator   
Monday, 29 April 2013 21:22
Não se trata de qualquer ideologia ou convicção ingênua. O movimento Software Livre é uma ameaça à lógica capitalista em sua forma mais vil. Trata-se de combater os excessos e ter como objetivo primário a felicidade conquistada pelo amor e respeito ao próximo, e a si mesmo. Faça por prazer e conquiste o respeito de todos, faça por ganância e cairá na lógica vil, onde o dinheiro e a riqueza acumulada definem seu grau de sucesso de vida.Se a forma natural de ganhar a vida é acumular riqueza, e quanto mais melhor, como se realiza isso sem explorar um semelhante? No formato defendido pelo mercado, basta empreender, perseverar e conquistar seu espaço. Traduzindo: tenha uma boa ideia, explore a quantidade necessárias de pessoas e convença uma parcela significativa da sociedade a consumir a sua ideia, mesmo que ela não precise, e bingo! E por essa lógica, você será mais genial e bem sucedido, quanto mais pessoas você explorar e fizer consumir sua ideia.Vamos explicar isso: pagar um salário a alguém não um benefício. Trata-se da materialização da lógica exploradora. O salário será sempre o mínimo necessário para que alguém realize um determinado trabalho. Não se remunera o que o trabalho vale. Se assim fosse, o dito empregador, não acumularia riqueza para si e sua organização. É exatamente esse acúmulo sobre o trabalho de outro que se chama "mais valia", ou seja, exploração. O movimento Software Livre expõe essa realidade vil, quebrando o conceito de acúmulo pessoal. O trabalho colaborativo prevê ganhos, de importância, reconhecimento e retorno financeiro baseados na meritocracia, faça mais, ganhe mais. Há algo mais justo?

O embate que ocorre nas trincheiras dos novos modelos de negócios é entre a velha escola, que quer fazer as coisas como sempre: trabalhamos colaborativamente mas não dividimos os dividendos de forma proporcional. E a nova escola, onde pode haver concentração de riqueza sim, mas o objetivo é realizar o trabalho com a maior quantidade de mãos possível.

Perceba, o retorno financeiro é dividido entre os participantes do projeto, de forma igualitária ou proporcional ao trabalho realizado por cada participante. Levemos esse modelo ao extremo para conceituá-lo de uma forma clara. Quanto mais participantes, menor o ganho individual de cada membro. Virtualmente, se o volume de participantes for muito grande, o ganho individual será desprezível. Entretanto o esforço individual será igualmente desprezível, afinal de contas milhares de mãos fazem muito mais, em menos tempo e com melhor qualidade. Quando um projeto de Software Livre atinge esse ponto, os ganhos financeiros deixam de ser revertidos para seus participantes e passam a ser direcionados para infraestrutura, qualidade, evangelização, segurança e outros. Quando o ganho financeiro do coletivo não atende cada indivíduo, reverte-se o ganho para os benefícios intangíveis do coletivo. Vale mais ganhar R$ 10,00 por mês ou garantir a confiabilidade de um software como o Firefox?

O mercado convencional enxerga, com razão, as ameaças dos ambientes de construção e negócios colaborativos. Geração de conteúdo, mobilização de inteligência criativa, poder popular de qualidade, redução de custos de produção e distribuição justa de renda, são antagônicos ao modelo verticalizado dos magnatas do velho capitalismo.

Deixemos isso claro, não se trata de uma ode ao comunismo, mas uma crítica direta ao modelo atual, onde está estabelecido que explorar um semelhante é aceitável, honesto, correto e é estimulado por governos e pessoas. Essa é a maior loucura coletiva dos tempos modernos. E não me venha com argumentos infantis do tipo "sempre foi assim", ou, isso é da "natureza humana". Os sacrifícios humanos ao "Inti" já foram devidamente eliminados das sociedades. Temos que evoluir e não perpetuar nossos comportamentos Neandertais.

Usar Software Livre, manter a Internet como plataforma livre, criar negócios com remuneração igualitária, gerar conhecimento colaborativo, usar a tecnologia para educar de verdade, são prerrogativas que ferem mortalmente o modelo onde uma empresa ganha sozinha e domina o mercado. É por isso que o esforço dos dominantes para colocar essas novidades como sendo meras alternativas inovadoras de modelos antigos, é algo corriqueiro. Eles buscam estabelecer o uso do trabalho colaborativo para melhorar a produção, mas não para mudar os formatos de exploração. Então é como sempre: aproveitamos a metodologia para aprimorar a exploração e não para libertar as pessoas dela.

Que tal fazer realmente diferente? Que tal mudar sua vida, desde a base? Inicie ou se envolva com um projeto de Software Livre. Dedique-se a fazer o que gosta. Respeite os semelhantes. Proponha ganhos iguais para trabalhos iguais. Abandone a noção de que você ou qualquer outro, tem o direito de explorar o trabalho de um semelhante. Seja empreendedor da igualdade. Convide seus iguais para construir juntos, ganhar juntos, serem felizes juntos, melhorarem o Mundo juntos.

Dedique-se a fazer a felicidade fluir, em você e nos demais. Seja Livre e ajude a disseminar, o amor e a liberdade.

Se não for amanhã, tudo bem. Que tal começar semana que vem?

Saudações Livres!
@anahuacpg

Last Updated on Monday, 29 April 2013 21:24
 
Ativistas Convertidos
Written by Administrator   
Friday, 26 April 2013 10:31

Em plena batalha pelo Marco Civil decido levantar a pulha dos sistemas e ambientes proprietários e de desrespeito de privacidade. Que tombo! Quebrei a cara. Fui convidado a não pregar para os convertidos.

O Macro Civil é o nome da PL 2126/2011 que está em tramitação na Câmara dos Deputados, e esse é um lindo projeto que vai se converter em nosso pior inimigo, muito em breve. O MC foi originalmente escrito para proteger os usuários dos desmandos dos grandes oligopólios das telecomunicações e de vontades espúrias de governos pouco escrupulosos. Traduzindo: para evitar desmandos sobre a rede mundial de computadores.

Esse é um projeto de lei extenso, que contem valiosas pérolas de contenção de possíveis abusos por parte dos poderes malévolos, mas três se destacam: “notice and take down”, neutralidade da rede e privacidade. Não pretendo entrar em maiores detalhes sobre o Marco Civil da Internet. Pode-se facilmente encontrar material sobre isso espalhado na web. Meu enfoque é outro.

Infelizmente os podres poderes estão ganhando terreno e com o apoio dos Ministros do Governo Dilma, estão conseguindo modificar os artigos pertinentes a esses três pontos, para atender às suas demandas, ou seja, em breve será legal remover conteúdo da Internet sem ordem judicial, será legal criar regras de acesso diferenciadas por tipo de conteúdo e será legal, também, ler os cabeçalhos de sua comunicação, invadindo a sua privacidade de forma direta e sem nenhum tipo de controle.

Então a sociedade civil, especialmente os atores que participaram da redação original do Marco Civil, está reagindo às investidas de modificação do texto, tentando minimizar os estragos dentro desse nojento processo de negociações do legislativo brasileiro. Eu me incluo no grupo que está se mobilizando, do jeito que é possível, para enfrentar esses cancros.

Mas foi exatamente em uma dessas discussões sobre métodos e formas de fazer mobilizações, que surgiu o cerne motivador deste artigo: faz sentido buscar preservar o Marco Civil, em especial o que tange a privacidade, utilizando ferramentas e redes sociais perniciosas e vis como FaceBook?

Mandei o seguinte conteúdo para o debate:

<inicio>

Que maravilha essa imagem!

Mas não é meio besta que ela esteja compartilhada exatamente pelo FaceBook?

Digo, é aceitável que o FaceBook monitore tudo que os usuários fazem, mas não as telefônicas?

Será  que não é hora de todos nós, ativistas, revermos nosso conceitos e concessões tecnológicas que temos feito nos últimos anos?

Para  mim é absolutamente incongruente que defendamos a privacidade dos usuários e a neutralidade da rede e imediatamente depois, utilizemos as ferramentas campeãs de monitoramento, rastreamento e de fomento de agências como FBI.

Defendo a privacidade usando o Facebook como ferramenta.

Apoio o plantio orgânico usando sementes da Monsanto.

Sou Vegano usando minha jaqueta de couro.

Sou defensor/simpatizante do Software Livre usando Windows, Skype e/ou Mac/iPad/iPhone.

Faz sentido?

<fim>

E foi ai que veio a resposta que entitula este relato surgiu: não pregue para os convertidos. O argumento é que se os meios para alcançar a maior quantidade possível de pessoas é utilizando meios de comunicação que não respeitam nenhuma privacidade e ainda compartilham suas informações com o FBI. Então tudo bem.

O argumento é bom, mas falho. Usar Windows, Skype, Gmail e Facebook não deveria ser uma opção para qualquer ativista realmente comprometido com uma mudança séria para um Mundo Melhor. Não faz nenhum sentido. É como justificar o uso de reatores atômicos porque energia elétrica é necessária, e fazer ativismo a favor dos meios “limpos” de geração. Usar tecnologia proprietária que só beneficia as mega corporações e os governos imperialistas, como os USA, trará, sempre, mais prejuízos do que ganhos. Especialmente para um ativista social.

As redes sociais são os novos mecanismos de vigilância das agências de inteligência dos países imperialistas. E qualquer tentativa de burlá-las é considerada uma ofensa. Vide a proibição do uso de criptografia nos USA, Inglaterra, Alemanha e Japão. E das iniciativas legais para impedir a privacidade a todos custo, como o exemplo do governo japonês tentando tornar ilegal o uso do TOR.

Os governos tem se associado às principais redes sociais, que não sem querer são dos USA, e tem fomentado o seu uso pelo Mundo. As redes estão quase sempre associadas a um estilo jovem e descolado de ser. Vende-se a imagem de ser uma ferramenta socialmente útil, para organizar trabalhos voluntários e até mobilizações das massas insurgentes, como nos movimentos da chamada Primavera Árabe, e até certo ponto isso não deixa de ser verdade. Assim como a energia elétrica é algo extremamente positivo, as redes sociais também o são. O problema está em sua geração. Se for de hidro-elétrica, tudo bem, mas de energia nuclear, não. Neste caso há de se tomar o mesmo cuidado. O Facebook, por exemplo, permite as mobilizações sociais, mas acessando suas bases de dados, em tempo real, estão o FBI e a CIA, coletando o cotidiano de todos os usuários e traçando perfis de comportamento das massas.

Temos que buscar alternativas livre e seguras, livres de monitoramento e parar de tapar o Sol com a peneira. Parar de se enganar e criar desculpas que tornam nossa complacência cada vez maior com as ferramentas do inimigo.

Que me desculpem os mais cegos, mas não há ativismo que vença utilizando essas ferramentas monitoradas. Os podres poderes estarão sempre um passo a frente, pois vocês alimentam suas escutas e permitem que eles saibam de tudo, de cada movimento, de cada protesto, de cada iniciativa, de cada ação. Essas ferramentas são escutas eletrônicas em cada mensagem digitada, em cada ideia trocada, em cada e-mail, em tempo real.

O pior de todos os convertidos é aquele que acha que é um convertido. Se luto pelo combate à corrupção, não preciso me preocupar com as ferramentas tecnológicas que uso, afinal de contas eu não sou um cyber-ativista. Se luto pela energia limpa, também não. Entretanto esse é um argumento ingênuo que só trás mais e mais poder aos meios digitais de controle e dominação das históricas forças do mal. Por trás de todas as iniciativas que poluem, corrompem, degradam, escravizam, exploram e matam por ganância, está uma ferramenta tecnológica proprietária e sua super capacidade financeira para ajudá-las. Pense nisso.

Eu não sou um ativista convertido. Eu tento me converter todos os dias, ouvindo os argumentos e tentando ser o mais coerente possível.

Acho que está na hora dos principais expoentes dos movimentos ativistas sociais do mundo acordarem e recrudescerem suas posições sobre quais ferramentas podem e quais não podem ser utilizadas!

Quer fazer seu ativismo aparecer e atingir realmente para a maior quantidade possível de pessoas? Coloque um anúncio de 30 segundos no intervalo do Jornal Nacional e outro na novela das nove. É menos ruim.

Saudações Livres!

@anahuacpg

 

P.S. – Aos que se perguntam qual era a imagem, segue o link: https://fbcdn-sphotos-c-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/317440_637106092982637_1901821808_n.jpg

Alternativa livre ao Facebook – Diaspora: http://www.trezentos.blog.br/?p=7892

 
Faixa de pedestres
Written by Administrator   
Saturday, 23 February 2013 11:50

Este início de ano, que chega de fato depois do Carnaval, tem me trazido uma série de desafios sociais e de convivência. Sempre fui considerado uma pessoa de termos rígidos, para dizer o mínimo. Seja pelas convicções políticas e ideológicas, seja pela minha insistência em tentar fazer as coisas do jeito certo e demandar que os demais também o façam.

Todos os dias, de segunda a sexta, às 11:40 saio do trabalho e vou pegar meus lindos filhos, Amanda e Arthur na escola. São duas crianças no auge da infância e a escola é destinada a eles, pois é pequena e dá a devida atenção a cada aluno. Mas a qualidade tem suas recompensas e com elas as suas consequências. Com o trabalho bem feito a escola tem conseguido cada vez mais alunos e, com isso, mais pais se encontram nos horários de pico, ou seja, nos momentos de deixar e ir buscar seus filhos. O resultado tem sido uma verdadeira confusão de carros que disputam cada milímetro para estacionar.

De qualquer forma há espaço para todos, mas não sem inconvenientes, pois só é permitido estacionar do outro lado da rua, ou seja, na maioria absoluta das vezes, é necessário atravessar a rua. É claro que não pretendo discutir porque a galinha travessou a rua, basta entender que dá trabalho e é perigoso. São crianças com suas bolsas e habitual desatenção, ocupando o mesmo espaço dos carros e seus motoristas indisciplinados, sem nenhuma educação doméstica. Até pouco tempo atrás não havia nenhuma sinalização em frente a escola, e atravessar a rua era sempre a aventura de correr ou simplesmente enfrentar o trânsito e buscar contar com a boa vontade dos motoristas que se compadeciam da situação parando seus automóveis.

Faz algumas semanas foram pintadas faixas de pedestres bem em frente à saída da escola, assim como foram colocadas placas que permitem estacionar do mesmo. Esta permissão é daquelas de embarque e desembarque, para permitir que os pais possam coletar sua carga preciosa. Infelizmente o que deveria ser uma excelente oportunidade para educar as crianças, dar-lhes a devida segurança e permitir um melhor convívio social, tem se transformado no pior exemplo do comportamento do brasileiro de classe média.

Todos os dias, sem exceção pais e motoristas estacionam sobre a faixa de pedestres, impedindo as crianças de atravessarem a rua em segurança. É um comportamento vergonhoso daqueles que deveriam dar o exemplo de civilidade aos seus filhos. Seja de um lado ou outro da rua, seja um pai, uma mãe, um casal, uma avó ou até mesmo os ditos profissionais o fazem. Fico me perguntando se esses pais mastigam de boca aberta na hora do almoço, e explicam para seus filhos de que isso não tem importância. Afinal de contas os filhos estão vendo seus pais estacionarem em local proibido, e assim como os meus, devem questionar sobre o porque o fazem. Será que desculpas esfarrapadas de falta de tempo ou simples conveniência serão suficientes para formar os bons cidadãos do futuro?

Eu busco estacionar em local permitido, tenho sido assíduo usuário da faixa de pedestres e cansei de ver o absurdo acontecendo na minha frente todos os dias. Decidi iniciar um contato direto e pedir, gentilmente, que essas pessoas não estacionem mais irregularmente. Veja, sequer estou considerando o limite estabelecido pela faixa de controle que fica a uns 4 ou 5 metros de distância. Basta que não estacionem sobre a faixa propriamente dita. Estas abordagens tem se tornado uma constante, pois a falta de vergonha na cara dos pseudo burgueses de João Pessoa é, também, constante.

Eu estava decidido a começar, mas não sabia o melhor momento. Aconteceu na última segunda-feira. Quando saio com as crianças da escola, para atravessar, havia um carro preto estacionado exatamente sobre a faixa. Decidi esperar o dono voltar, pedir que não fizesse mais aquilo e que por favor removesse o carro. Em alguns minutos se aproxima a mãe de um aluno da tarde, que tinha ido a escola para resolver alguma pendência burocrática. A interpelei, fiz minha solicitação e a resposta foi a esperada: "nada, só fui ali um minutinho resolver um probleminha". Impressionante como o fator tempo, neste caso, deveria ser uma ótima desculpa. É a "five seconds rule" para estacionar em local proibido. Mas em vez de entrar no carro e sair dali o mais rapidamente possível, ela se trancou no carro e acionou o aparelho celular. Ficamos, as crianças e eu, esperando na calçada, sem poder utilizar a faixa de pedestres. E como só poderia ser nestas horas, começou a chover.

Esperei até que ela terminasse de fazer sua pesquisa ou consulta ao aparelho e quando ela o largou, no assento do passageiro, me arrumei com as crianças para que, em ela saindo, imediatamente pudéssemos atravessar. Eis que ela, percebendo nossa movimentação, recuperou o aparelho e decidiu fazer alguma outra consulta. Decidi que estava na hora de intervir: toquei no vidro. Ela o abaixou pela metade e eu lhe pedi, mais uma vez, por favor, que tirasse o carro da faixa de pedestres. Foi o suficiente para que esta desconhecida senhora entrasse em modo de agressão: me insultou de louco, me ameaçou de processo por agressão, ameaçou não tirar o carro, tudo aos berros. Resumindo, fez o maior barraco. Só moveu o carro quando eu peguei o meu celular e comecei a bater fotos dela e do automóvel estacionado em lugar proibido.

Fico imaginando se ela se comportaria da mesma forma se o seu filho ou filha estivessem presentes. Olhando pela perspectiva da criança: "minha mãe está enlouquecida, gritando com aquele homem, porque ele pediu para ela sair de cima da faixa de pedestres?". Seguida das perguntas inconvenientes típicas das crianças: "Mamãe, porque você gritou com aquele homem?", "Mas pode estacionar na faixa de pedestres?" "A Tia Lívia disse que não podia estacionar na faixa de pedestres". Me da vergonha por ela. Quem sabe dentro de alguns anos, quando o filho pedir o carro emprestado, para ir numa festa, ela dará conselhos para ele beber pouco pois está dirigindo. Por que apesar da Lei Seca, pode-se sim beber um pouco e dirigir. Errado, não pode.

Nos dias seguintes tenho encontrado sérias resistências de Pais e de motoristas de transporte escolar que estacionam sobre a faixa como se estivessem nas salas de suas casas, comendo de boca aberta. Se minhas investidas não surtirem efeito devo tomar outras providências.

É provável que minha vida seria mais tranquila se eu não me metesse nessa questão. Se eu deixasse que todos estacionassem na faixa de pedestres e ensinasse meus filhos a se esquivar dos carros lá estacionados. Provavelmente eu teria que ensiná-los que as pessoas são mal educadas, egoístas e sujas. Fá-lo-ei, mas não calado. Não as ensinarei a silenciarem ao ver uma aberração social. Se todos não jogássemos lixo no chão, pedíssemos aos demais para não fazê-lo e repreendêssemos quem o faz, na exata hora em que o fazem, o chão seria um lugar mais limpo. Este país seria mais limpo. As pessoas seriam mais honestas, pois a tolerância com o mal comportamento alheio começa na infância e termina nos políticos, empresários e pessoas corruptas corroendo a nossa sociedade.

Aos pais que estacionam sobre a faixa de pedestres e são repreendidos fica minha sugestão: enfiem o rabinho entre as pernas, assumam seu erro, peçam desculpas e removam seu automóvel o mais rapidamente possível. Aos pais que viram carros estacionados sobre a faixa de pedestres, interpelem, conversem e peçam, gentilmente, que os infratores não o façam mais. Façam isso em frente dos seus filhos: os infratores mostrarão aos seus filhos a beleza de se reconhecer que errou e a nobreza em corrigir o erro. Aos intervencionistas fica o exemplo de como agir ativamente, de forma civilizada, para o bem comum e a boa convivência social.

Como o título do grande Içami Tiba nos lembra: "Quem ama, educa".

Saudações Livres

@anahuacpg

 
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